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Fachin deve suspender sessão do STF que investigaria André Mendonça

Do Ministro Edson FAchin do Supremo Tribunal Federal em Brasília

Fachin deve suspender sessão do STF que investigaria André Mendonça

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, pretende detalhar nesta quarta-feira (16) o rito processual do pedido de investigação contra o ministro André Mendonça. Fachin deve apresentar o tema logo no início da sessão plenária da Corte.

Diante disso, a expectativa nos bastidores do STF é de que Fachin suspenda a sessão marcada para o dia 23 de setembro. Essa sessão analisaria o pedido de investigação contra Mendonça por abuso de poder e por suposto direcionamento de investigação.

Ainda na terça-feira (15), o ministro Flávio Dino pediu vista do processo por meio de uma questão de ordem. Dino questionou se o colegiado deveria analisar separadamente ou em conjunto os casos de Mendonça e de Alexandre de Moraes.

Divergência sobre julgamento conjunto

Na visão de parte dos magistrados da Corte, não faz sentido julgar o caso de Mendonça enquanto o pedido de vista sobre a análise conjunta seguir em aberto. Ainda assim, a expectativa entre os ministros é de que os dois processos sejam analisados separadamente.

Para os dois grupos, tanto os aliados de Moraes quanto os de Mendonça, adiar a análise seria a decisão mais prudente neste momento. A proximidade das eleições deste ano pesa diretamente nessa avaliação.

Nos bastidores do Supremo, a avaliação predominante é de que a sessão de terça-feira saiu do controle. Segundo relatos internos, o episódio não contribuiu para a imagem pública da Corte.

Prazo de Dino vai até dezembro

Flávio Dino tem até 90 dias para devolver a vista do processo, prazo que se encerra em dezembro. Por isso, o julgamento sobre Mendonça só deve avançar depois desse período.

Diante do calendário eleitoral e da repercussão do caso, ministros da Corte já trabalham com a hipótese de adiar a decisão final para 2027. Essa previsão vale tanto para o processo de Mendonça quanto para o de Moraes.

No entanto, o STF ainda não confirmou oficialmente essa data. A decisão definitiva depende da movimentação de Fachin nesta quarta-feira e dos próximos passos de Dino.

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