VÍDEO: Bia Kicis elenca impeachment de Moraes e anistia como prioridades no Senado
Recém-eleita senadora pelo Distrito Federal, Bia Kicis (PL) traçou os caminhos e as metas prioritárias de sua atuação no Congresso Nacional a partir de 2027. Em entrevista ao Metrópoles, a parlamentar enfatizou que o avanço do processo de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e a anistia aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro são os principais compromissos da bancada conservadora para a próxima legislatura.
A declaração ganha peso diante da reconfiguração das forças políticas em Brasília, onde o Partido Liberal garantiu ampla representação, elegendo 121 deputados federais e 28 senadores. De acordo com a congressista, o resultado das urnas reflete uma cobrança direta dos eleitores por posicionamentos claros, diminuindo a influência de negociações de bastidores tradicionalmente associadas ao centro político.
Pauta prioritária e cobrança popular
Ao analisar o cenário político pós-eleição, Bia Kicis destacou que a pressão pelo julgamento político de membros do Supremo Tribunal Federal não se trata de uma agenda individual. Segundo a senadora eleita, a demanda emergiu de maneira espontânea e generalizada em conversas diretas com a população ao longo de toda a sua campanha eleitoral no Distrito Federal.
A parlamentar ressaltou que as pessoas não desejam acordos pragmáticos ou composições que neutralizem as promessas de campanha. Nesse sentido, ela classificou a tramitação do impeachment e a concessão de anistia àqueles que considera presos políticos como a “pauta número 1” que o bloco de direita pretende encampar de imediato no parlamento.
Presidência do Senado e correlação de forças
Para viabilizar essas votações, o comando das Casas Legislativas surge como peça estratégica central. Bia Kicis defendeu que o Partido Liberal assuma as presidências da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, apontando o senador Rogério Marinho (PL-RN) como o nome preferencial e articulado em campanha ativa para a liderança da Casa Alta.
A parlamentar pontuou que o enfraquecimento de bancadas ligadas ao centrão ocorreu porque o eleitorado passou a exigir parlamentares mais definidos ideologicamente. Na avaliação de Kicis, a condução de Marinho traria a legitimidade institucional necessária para destravar requerimentos que até então permaneciam represados na mesa diretora do Congresso.
Propostas para a reforma do Poder Judiciário
Além das medidas de responsabilização individual, a senadora eleita reforçou a necessidade de uma reforma estrutural no Poder Judiciário como mecanismo de pacificação nacional. Entre as medidas citadas, destaca-se a fixação de mandatos com tempo delimitado para ministros da Suprema Corte — variando entre 8, 10 ou 12 anos —, em substituição à permanência vitalícia até a aposentadoria compulsória.
Outra alteração sustentada envolve o modelo de indicação para as vagas da mais alta corte do país. Kicis sugere uma divisão onde as indicações passem a vir não apenas da Presidência da República e do Congresso Nacional, mas também da magistratura de carreira, priorizando juízes experientes para frear nomeações pautadas estritamente por alinhamento partidário ou laços pessoais.
Bancada feminina no Distrito Federal
Ao comentar a composição histórica do Senado pelo Distrito Federal, que contará com uma bancada 100% feminina, Bia Kicis declarou que a conquista simboliza o protagonismo das mulheres no campo conservador. Em sua perspectiva, o resultado desmistifica narrativas críticas da oposição e demonstra ocupação de espaços de poder por mérito e liderança dentro da direita.
A parlamentar concluiu apontando que a atuação das senadoras da capital federal equilibrará pautas de impacto socioeconômico — como a reforma tributária e o agronegócio — com atenção a políticas voltadas à assistência social, incluindo suporte a mães solo, famílias atípicas, cuidados com idosos e assistência a pessoas com doenças raras ou autismo.



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