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AGU mantém recurso no STF sobre PF mesmo depois de Dino recolocar Andrei Rodrigues no cargo

AGU mantém recurso no STF sobre PF mesmo depois de Dino recolocar Andrei Rodrigues no cargo

A Advocacia-Geral da União decidiu manter o recurso apresentado ao Supremo Tribunal Federal sobre o comando da Polícia Federal, mesmo depois de o ministro Flávio Dino reintegrar Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da corporação nesta quarta-feira (9/9).

A disputa começou na terça-feira (8/9), quando o ministro André Mendonça determinou o afastamento de Andrei do comando da PF. A decisão gerou reação imediata da AGU, que recorreu ao STF alegando que Mendonça havia invadido uma prerrogativa do presidente da República ao interferir na direção do órgão.

O recurso foi parar nas mãos do presidente do STF, Edson Fachin, responsável por decidir o rumo do caso. Fachin deu um prazo de 72 horas para que Mendonça justificasse formalmente o despacho que afastou o delegado.

Enquanto esse prazo corria, Andrei Rodrigues fez um pedido direto a Flávio Dino, ministro relator de outra frente ligada ao caso. Dino atendeu à solicitação e determinou a reintegração imediata do delegado à direção-geral da PF.

AGU não recua e aposta em decisão de Fachin

Mesmo com a reintegração determinada por Dino, integrantes da cúpula da AGU informaram que o órgão não pretende retirar o recurso já protocolado no STF. A avaliação interna é de que os argumentos apresentados continuam válidos, independentemente do desfecho provisório dado por Dino.

Segundo essas fontes, cabe agora exclusivamente a Fachin dar a palavra final sobre a legalidade do afastamento determinado por Mendonça. A AGU sustenta que apenas uma decisão do presidente do Supremo pode encerrar de forma definitiva a controvérsia jurídica em torno do comando da PF.

A expectativa dentro do órgão é a de que Fachin opte por suspender temporariamente todos os efeitos das decisões conflitantes — tanto a de Mendonça quanto a de Dino — até analisar o mérito da questão com mais tempo.

Impasse expõe divergência dentro do próprio STF

O episódio evidencia um raro choque de decisões dentro do próprio Supremo, com dois ministros determinando movimentos opostos sobre o comando de uma mesma instituição em menos de 24 horas. A situação levou o caso diretamente à mesa do presidente da Corte.

Até a publicação desta matéria, o STF não havia divulgado prazo definitivo para que Fachin se manifeste sobre o recurso da AGU. A tendência é que uma definição só ocorra depois que Mendonça apresentar os esclarecimentos solicitados.

O caso deve continuar repercutindo nos próximos dias, já que envolve diretamente a estabilidade institucional da Polícia Federal e a interpretação sobre os limites de atuação de ministros do Supremo em decisões monocráticas.

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