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Erro em hospital gera revolta: família contesta justificativa após morte de idosa

Erro em hospital gera revolta: família contesta justificativa após morte de idosa

Falhas em procedimentos hospitalares estão entre as situações que mais geram preocupação para pacientes e familiares. Quando um erro ocorre dentro de um centro cirúrgico, além das consequências para a saúde do paciente, o episódio costuma levantar questionamentos sobre protocolos de segurança e a responsabilidade das instituições envolvidas.

A morte da aposentada Jandira Marina Dias Braga, de 76 anos, reacendeu esse debate após sua família afirmar que ela foi submetida a uma cirurgia destinada a outro paciente em um hospital de Campinas, no interior de São Paulo. A idosa estava internada para tratar uma obstrução intestinal provocada pela recorrência de um câncer de cólon e aguardava a definição do tratamento adequado quando foi encaminhada ao centro cirúrgico por engano.

Segundo os familiares, após a descoberta da falha, representantes do Hospital Beneficência Portuguesa realizaram uma reunião para explicar o ocorrido. Durante o encontro, de acordo com o relato da família, a direção médica teria afirmado que o procedimento acabou proporcionando um “benefício clínico”, já que permitiu a drenagem de líquidos acumulados em razão da obstrução intestinal.

Os parentes, no entanto, discordam dessa avaliação. Eles afirmam que o estado de saúde de Jandira piorou logo após a cirurgia, com o surgimento de taquicardia e sinais de sepse. Três dias depois do procedimento, a paciente faleceu.

Hospital admite falha e divulga nota

Em comunicado oficial, o Hospital Beneficência Portuguesa reconheceu que houve um evento adverso durante a assistência prestada à paciente e informou que adotou providências imediatas após identificar o erro.

A instituição declarou que prestou todo o suporte à família, instaurou uma sindicância interna para apurar as circunstâncias do caso e encaminhou o episódio aos conselhos profissionais competentes. O hospital também informou que alguns profissionais envolvidos foram desligados e que os protocolos de segurança passaram por reforço.

Ainda conforme a nota, uma avaliação técnica realizada posteriormente concluiu que a cirurgia equivocada “não alterou o prognóstico da paciente”, posição que contrasta com a avaliação da família, que atribui ao procedimento a rápida piora do quadro clínico.

Família pretende recorrer à Justiça

Inconformados com o desfecho do caso, os familiares anunciaram que pretendem buscar responsabilização judicial. Além de uma eventual indenização, eles defendem mudanças nos protocolos adotados pela instituição para reduzir o risco de que situações semelhantes voltem a acontecer.

O caso segue repercutindo e poderá ser analisado pelas autoridades competentes, enquanto a família aguarda o avanço das investigações sobre as circunstâncias que levaram ao erro e à morte da paciente.

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