Aliados de Rogério Marinho miram votos de sete partidos para barrar reeleição de Alcolumbre no Senado
Aliados do senador Rogério Marinho (PL-RN) planejam tirar votos de pelo menos sete partidos para levá-lo à presidência do Senado. O objetivo é frear a tentativa de Davi Alcolumbre (União-AP) de permanecer no cargo em 2027. Marinho é o atual líder da oposição.
Nesta quarta-feira (4), o Partido Liberal lança a candidatura do senador. Além disso, o Novo vai dar apoio formal ao nome de Marinho. Dessa forma, a campanha ganha as primeiras bancadas fechadas.
De acordo com as contas dos aliados, o grupo precisa de 41 senadores para vencer. Mesmo sem a adesão formal de outras siglas, eles apostam em dissidências. Por isso, a estratégia depende de votos individuais em partidos que não fecharam com Marinho.
Como funciona a conta dos aliados
Para começar, o plano exige o comprometimento de 100% das bancadas do PL e do Novo. O PL terá 29 senadores, e o Novo terá três. Com isso, a candidatura parte de 32 votos.
Em seguida, os aliados buscam votos em outras legendas. Na avaliação deles, é possível tirar quatro votos do Republicanos e dois do PP. Ainda segundo essa conta, o MDB, o Podemos e o PSD podem ceder um voto cada.
Na prática, a soma dessas dissidências completa os 41 votos necessários. No entanto, ela só funciona se nenhuma das bancadas principais perder integrantes. Por conseguinte, qualquer deslize compromete o cálculo.
Voto secreto e risco de traições
Um dos principais desafios do cenário é o voto secreto. Por outro lado, o sigilo permite traições nos dois lados. A federação União Progressista, por exemplo, já anunciou apoio à reeleição de Alcolumbre.
Diante disso, integrantes do PL pressionam os senadores a abrirem o voto em Marinho. Dessa maneira, eles tentam aumentar a pressão sobre Alcolumbre. Contudo, o voto aberto depende da decisão de cada parlamentar.
Para aliados do atual presidente, o cenário também tem riscos para a oposição. De fato, eles calculam que Alcolumbre pode receber votos do próprio PL. Apesar disso, o partido de Marinho aposta na fidelidade da bancada.
Por fim, o calendário já está definido. A eleição para a mesa diretora do Senado e da Câmara acontece em 1º de fevereiro. Até lá, os dois lados devem intensificar a articulação por votos.



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