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Nikolas Ferreira acusa cantor Rubel de censura após remoção de áudio em vídeo anti-Lula

Nikolas Ferreira acusa cantor Rubel de censura após remoção de áudio em vídeo anti-Lula

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou nesta terça-feira (20) que o cantor Rubel teria acionado a gravadora Sony Music para remover a faixa musical de uma publicação feita em seu perfil no Instagram. O vídeo trazia depoimentos de moradores da região Nordeste com queixas e críticas à administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A trilha sonora utilizada na postagem era a canção Grão de Areia, lançada em 2023 em uma colaboração entre Rubel e o sambista Xande de Pilares. A remoção do áudio gerou forte reação nas redes sociais e mobilizou apoiadores de campanhas políticas de oposição, que acusaram o artista de tentar silenciar os relatos exibidos.

Acusações e reação nas redes sociais

Em publicação veiculada no X (antigo Twitter), o parlamentar mineiro criticou a postura do músico. Segundo Nikolas, a iniciativa de acionar os direitos autorais para derrubar o som partiu exclusivamente do compositor, poupando produtoras ou terceiros. Ele classificou o ato como uma tentativa de calar os cidadãos nordestinos que apareciam na gravação.

A repercussão da controvérsia impulsionou a frase “Não calem os nordestinos” ao topo dos assuntos mais comentados na plataforma X durante o dia. Paralelamente, grupos digitais alinhados ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) organizaram ações coordenadas em canais do WhatsApp para cobrar o cantor em suas páginas pessoais.

Mobilização política e ausência de confirmação oficial

A ofensiva dos oposicionistas concentrou mensagens críticas em uma foto recente de Rubel, na qual o cantor aparecia vestindo as cores verde e amarela e fazendo o gesto do “L”. A postagem do artista fazia parte de uma corrente digital encabeçada pelo deputado André Janones (Rede-MG) para engajar a militância governista na disputa eleitoral.

Apesar das declarações enfáticas de Nikolas, não há confirmação independente de que Rubel tenha formalizado uma ordem expressa para que a gravadora retirasse o áudio do ar. Também permanece sem esclarecimento técnico se a ausência do som decorreu de uma notificação direta da Sony ou do funcionamento dos filtros automáticos de direitos autorais do próprio Instagram.

O contexto dos vídeos gravados na Bahia

A gravação afetada, intitulada O Nordeste que foi esquecido, continha relatos de cinco moradores abordando temas sensíveis como falta de saneamento básico, desemprego e promessas não cumpridas. O material compõe um plano de comunicação para ampliar a penetração da oposição em redutos eleitorais tradicionalmente favoráveis ao Partido dos Trabalhadores.

https://twitter.com/i/status/2112653068424925338

As entrevistas foram realizadas no município de Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia, cidade que havia sido retratada pelo mesmo deputado três dias antes sob uma perspectiva oposta, voltada ao pujante agronegócio e ao desenvolvimento regional. As assessorias de Rubel e da Sony Music foram procuradas pelo Poder360 para comentar o episódio, mas não enviaram respostas até a publicação do relato.

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