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Lula nega lobby de Lulinha em ministérios, mas assegura que não haverá blindagem

Lula nega lobby de Lulinha em ministérios, mas assegura que não haverá blindagem

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que duvida do envolvimento de seu filho, Fábio Luís Lula da Silva (conhecido como Lulinha), em esquemas de lobby ou tratativas comerciais com ministros da atual gestão federal. A declaração foi concedida durante entrevista ao Flow Podcast, em um momento em que investigações da Polícia Federal (PF) apuram movimentações de aliados e pessoas próximas à família presidencial.

Ao abordar o tema, o chefe do Executivo enfatizou sua descrença sobre qualquer interferência indevida de Lulinha na administração pública federal. Lula declarou textualmente: “Eu duvido que meu filho tenha feito lobby com qualquer ministro meu. Duvido que meu filho tenha conversado com alguém a respeito disso”. A fala busca afastar insinuações de ingerência política direta em órgãos de Estado.

Solidariedade familiar e ausência de proteção estatal

Apesar da defesa veemente da idoneidade do filho, o presidente garantiu que Lulinha não desfrutará de privilégios ou proteção institucional do governo. Lula ressaltou que, se eventuais investigações apontarem a existência de irregularidades, o empresário terá a obrigação de prestar contas aos órgãos competentes e à sociedade brasileira.

Segundo o mandatário, o parentesco não servirá de escudo perante a lei. “Ele não terá proteção da Polícia Federal, a meu pedido”, pontuou Lula, completando que, embora o filho conte com sua solidariedade pessoal e familiar, precisará responder plenamente pelas próprias ações caso qualquer infração seja comprovada.

Relações investigadas e a atuação da Polícia Federal

Durante a conversa, o presidente também foi questionado a respeito da relação de Lulinha com a empresária Roberta Luchsinger, classificada por investigadores como articuladora de interesses privados e lobista. Lula rebateu as insinuações, negou ter mantido contato com a empresária e frisou que meras fotografias públicas não são suficientes para caracterizar influência política ou favorecimento ilícito.

As apurações conduzidas pela Polícia Federal buscam esclarecer se interlocutores ligados ao filho de Lula intermediaram negócios particulares junto a ministérios e órgãos governamentais, com destaque para setores estratégicos como tecnologia e saúde pública. As suspeitas em análise envolvem denúncias de corrupção, lobby ilegal e tráfico de influência.

Os pontos centrais do inquérito e posicionamento das defesas

Entre os elementos analisados pela PF constam mensagens trocadas entre Roberta Luchsinger e Marco Aurélio Santana Ribeiro, o “Marcola”, ex-chefe de gabinete da Presidência da República. O inquérito verifica eventuais tentativas de negociação para a inclusão e venda de canabidiol na rede do Sistema Único de Saúde (SUS), além de interferências em divergências comerciais entre a petroquímica Unigel e a Petrobras.

Sobre a disputa corporativa, o Ministério de Minas e Energia refutou que o ministro Alexandre Silveira tenha sido procurado para intervir no imbróglio. De maneira similar, a defesa jurídica de Marcola rejeitou veementemente a prática de qualquer modalidade de lobby ilícito.

A entrevista abordou ainda alegações de repasses financeiros regulares de cerca de R$ 300 mil mensais que Lulinha supostamente receberia em um esquema atribuído à figura conhecida como “Careca do INSS”. A defesa do filho do presidente nega categoricamente as acusações, enquanto Lula reforçou que qualquer cidadão, sem exceções, deve ser julgado nos rigores da lei se houver comprovação de delito.

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