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Lula compara exame de próstata ao toque ginecológico em comício no Pará

Lula diz que mulheres 'aprendem a tomar toque desde pequenas' em comício no Pará e sanciona Lei do Futebol Feminino às vésperas da eleição.

Lula compara exame de próstata ao toque ginecológico em comício no Pará

O presidente Lula usou um comício em Belém, no Pará, para comentar a resistência dos homens ao exame de próstata. Durante o evento, nesta segunda-feira, 28, o petista classificou os homens como covardes diante do procedimento médico.

Segundo Lula, o Pará realizou nesta segunda a primeira cirurgia robótica de próstata do norte do país. Para o presidente, esse avanço tecnológico chama atenção justamente porque os homens evitam procurar ajuda médica.

Em seguida, o petista fez uma comparação com as mulheres. Ele afirmou que elas aprendem a tomar toque desde pequenas e que os homens, por outro lado, demonstram mais resistência ao procedimento.

Comparação com exames ginecológicos repete fala de 2023

Essa não foi a primeira vez que Lula usou o tema para falar sobre saúde masculina. Em 2023, durante uma live semanal, ele já havia mencionado os toques que as mulheres recebem em consultas ginecológicas.

Na ocasião, o presidente defendeu que os homens perguntassem às mulheres sobre a frequência desses exames. Ainda segundo ele, essa comparação serviria de incentivo para que a população masculina superasse o medo do toque retal.

No entanto, a comparação não reflete a realidade dos protocolos médicos. Mulheres não passam rotineiramente por exames ginecológicos invasivos desde a infância. Além disso, qualquer procedimento íntimo fora das diretrizes médicas pode configurar abuso ou violência.

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Lei do Futebol Feminino reforça aproximação com eleitoras

Na mesma segunda-feira, 28, Lula sancionou a Lei do Futebol Feminino. Por meio da nova legislação, o governo passa a tratar o desenvolvimento da modalidade como prioridade dentro da política esportiva nacional.

De acordo com o texto publicado pelo presidente nas redes sociais, a lei prevê a profissionalização gradual das competições. Além disso, a norma busca garantir equidade salarial, proteger a maternidade das atletas e ampliar a presença de mulheres em cargos de arbitragem, técnica e gestão.

Para o petista, a medida representa mais um passo para fortalecer o futebol praticado por mulheres no Brasil. Na publicação, ele destacou a intenção de aumentar oportunidades tanto para quem já atua profissionalmente quanto para quem está começando na modalidade.

A sanção ocorre a poucos dias da eleição e reforça a estratégia do governo de dialogar diretamente com o eleitorado feminino. Diante da disputa acirrada, o petista busca ampliar a vantagem que já mantém entre as mulheres, segundo pesquisas recentes.

Por fim, a proximidade entre a sanção da lei e o pleito levanta questionamentos sobre o momento escolhido para a medida. Críticos apontam que o mesmo empenho não apareceu, até agora, em ações voltadas à Copa do Mundo, que o Brasil sediará no próximo ano.

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