Empresário morre aos 54 anos e investigação aponta suposto plano de esposa e amante para envenenamento
A morte de uma pessoa próxima costuma causar grande comoção, principalmente quando, meses depois, surgem indícios de que o falecimento pode não ter ocorrido por causas naturais. Foi exatamente essa reviravolta que chamou a atenção da população de Videira, no Meio-Oeste de Santa Catarina, após a investigação sobre a morte do empresário Pedro Rodrigues Alves, de 54 anos.
Conhecido por ser proprietário de uma funerária com atuação em Videira e também no município de Lebon Régis, Pedro morreu no dia 15 de fevereiro de 2026. Na época, o óbito não levantou suspeitas de crime, o que permitiu que todos os procedimentos funerários fossem realizados normalmente. Somente durante o avanço das investigações a Polícia Civil passou a tratar o caso como um homicídio doloso qualificado.
As apurações levaram à prisão preventiva da esposa da vítima e do homem apontado como amante dela. Conforme a Polícia Civil de Santa Catarina, ambos são suspeitos de terem planejado a morte do empresário por meio da administração de substâncias tóxicas ao longo de um determinado período.
Exames periciais realizados posteriormente identificaram no organismo da vítima a presença de compostos considerados altamente perigosos. Os laudos apontaram vestígios de metanol, soda cáustica e do agrotóxico popularmente conhecido como “chumbinho”. Segundo os investigadores, a combinação dessas substâncias teria provocado o comprometimento gradual dos órgãos vitais, dificultando a identificação imediata da verdadeira causa da morte.
O caso passou a ser investigado com maior profundidade depois que novas informações chegaram às autoridades e levantaram dúvidas sobre a versão inicialmente apresentada. A partir daí, os policiais reuniram depoimentos, analisaram registros telefônicos e examinaram mensagens trocadas entre os suspeitos.
De acordo com o inquérito, as provas indicam que a esposa mantinha um relacionamento extraconjugal e que, junto com o companheiro, teria discutido por semanas a possibilidade de eliminar o empresário. Para a polícia, o conteúdo das conversas e outros elementos reunidos durante a investigação demonstram sinais de premeditação.
Os investigadores apontam a mulher como a principal responsável pela organização do crime, enquanto o outro suspeito teria colaborado tanto no planejamento quanto na execução da ação. O procedimento policial enquadrou o caso como homicídio qualificado por motivo torpe, uso de veneno, emprego de meio cruel e utilização de recurso que impediu qualquer possibilidade de defesa da vítima.
Após a decretação das prisões preventivas, os dois permanecem detidos e à disposição da Justiça enquanto o processo segue em andamento.
A repercussão do caso foi imediata em Videira. Além da surpresa provocada pelas conclusões da investigação, moradores demonstraram indignação diante das circunstâncias envolvendo a morte de um empresário bastante conhecido na região. A funerária administrada pelo casal também passou a enfrentar um cenário de incertezas após a prisão da sócia-proprietária.
O Ministério Público acompanha o caso, que deverá ser encaminhado ao Poder Judiciário após a conclusão das etapas finais da investigação. Paralelamente, a Polícia Civil continua apurando se houve participação de outras pessoas ou novos elementos que possam contribuir para o esclarecimento completo dos fatos.



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