Governo dos EUA desmente ligação de Flávio Bolsonaro em decisão sobre PCC e CV
A repercussão da decisão do governo americano de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas ganhou um novo capítulo após autoridades dos Estados Unidos negarem qualquer influência direta do senador Flávio Bolsonaro no processo. A declaração veio depois de aliados do parlamentar comemorarem publicamente a medida anunciada pela gestão de Donald Trump.
A porta-voz do Departamento de Estado para assuntos do Brasil, Amanda Roberson, afirmou que a decisão foi tomada exclusivamente pelo presidente Trump e sua equipe de segurança nacional. Segundo ela, o enquadramento das facções brasileiras já vinha sendo analisado internamente há meses e passou por avaliações técnicas antes de ser oficializado.
A fala aconteceu após Flávio Bolsonaro divulgar encontros recentes com integrantes do governo americano em Washington. O senador chegou a afirmar que havia defendido pessoalmente a classificação das facções como grupos terroristas durante conversas com autoridades dos EUA, incluindo o secretário de Estado Marco Rubio.
Apesar disso, Amanda Roberson descartou qualquer participação decisiva do parlamentar brasileiro na medida. De acordo com ela, apenas Donald Trump e os integrantes oficiais do governo possuem autoridade para decisões desse tipo. A representante americana ainda explicou que ações dessa natureza exigem investigações prolongadas e não acontecem de forma imediata.
A decisão dos Estados Unidos provocou forte reação no governo Lula e também entre aliados da esquerda. Integrantes do Planalto passaram a acusar Flávio Bolsonaro de estimular uma possível interferência estrangeira em temas ligados à segurança pública brasileira. Nos bastidores, ministros também relacionaram o episódio às recentes denúncias envolvendo o caso “Dark Horse”, investigação que apura negociações financeiras ligadas a um filme sobre Jair Bolsonaro.
Mesmo com o desmentido oficial vindo dos EUA, aliados de Flávio avaliam que a medida pode fortalecer politicamente o senador entre eleitores que defendem endurecimento contra o crime organizado. Já setores do governo brasileiro seguem preocupados com possíveis impactos diplomáticos e econômicos da decisão americana.
O tema continua provocando tensão entre governo e oposição e deve permanecer no centro das discussões políticas nos próximos dias.



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