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Alckmin reage a articulação de Trump e dispara contra aliados de Bolsonaro em meio ao caso Master

Alckmin reage a articulação de Trump e dispara contra aliados de Bolsonaro em meio ao caso Master

A recente movimentação envolvendo o governo dos Estados Unidos e facções criminosas brasileiras elevou ainda mais a tensão política em Brasília. O vice-presidente Geraldo Alckmin criticou duramente a aproximação entre aliados da família Bolsonaro e integrantes do governo de Donald Trump, afirmando que a ofensiva internacional contra o PCC e o Comando Vermelho estaria sendo usada como uma “cortina de fumaça” para afastar o foco das denúncias ligadas ao Banco Master.

A declaração ocorreu após o Departamento de Estado norte-americano anunciar que pretende classificar as duas facções como organizações terroristas estrangeiras a partir de junho. A medida ganhou forte repercussão política porque veio poucos dias depois de encontros de Flávio Bolsonaro com Donald Trump e autoridades americanas em Washington.

Durante agenda no litoral paulista, Alckmin afirmou que integrantes do “clã Bolsonaro” estariam priorizando interesses políticos próprios em vez dos interesses do país. Segundo ele, o debate sobre terrorismo internacional estaria sendo usado para desviar a atenção das suspeitas envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e o Banco Master.

O vice-presidente também demonstrou preocupação com possíveis impactos econômicos da decisão americana. Na avaliação dele, o enquadramento das facções como grupos terroristas pode gerar consequências no sistema financeiro brasileiro e aumentar pressões internacionais contra o país, sem necessariamente trazer resultados concretos no combate ao crime organizado.

Além da crítica política, Alckmin reforçou que o Brasil já realiza operações constantes contra organizações criminosas por meio da Polícia Federal, Receita Federal e demais órgãos de segurança. Ele citou ações recentes contra lavagem de dinheiro, tráfico e esquemas bilionários como prova de que o enfrentamento às facções já ocorre dentro das instituições brasileiras.

A reação do governo Lula também ganhou tom de defesa da soberania nacional. Integrantes do Planalto avaliam que a medida anunciada pelos EUA pode abrir espaço para interferências externas em temas internos do Brasil. O presidente Lula já declarou que o país não aceitará ser tratado como subordinado por governos estrangeiros.

Enquanto isso, aliados de Bolsonaro comemoraram a decisão americana e afirmaram que a medida representa um avanço no combate ao crime organizado. O episódio acabou transformando segurança pública e relações internacionais em mais um capítulo da disputa política antecipada para as eleições presidenciais de 2026.

Com o aumento da pressão entre governo e oposição, o caso promete continuar no centro do debate político nos próximos dias.

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