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Em entrevista exclusiva à CNN, Roberta Luchsinger aponta elo entre Lulinha e construtora portuguesa

Em entrevista exclusiva à CNN, Roberta Luchsinger aponta elo entre Lulinha e construtora portuguesa

A empresária Roberta Luchsinger fez declarações contundentes sobre as apurações da Polícia Federal relativas a supostas práticas de tráfico de influência junto ao governo federal. Em entrevista exclusiva concedida ao telejornal CNN Prime Time, Luchsinger detalhou a relação de proximidade entre Fábio Luís Lula da Silva, conhecido popularmente como Lulinha, e executivos que comandam a ECB (Empresa Construtora Brasil), subsidiária do conglomerado português Mota-Engil no país.

Alvo recente de mandados judiciais de busca e apreensão expedidos no âmbito das operações federais, a empresária afirmou ter conhecimento direto sobre conversas e articulações de bastidores envolvendo a construtora, embora tenha reforçado que nunca teve qualquer participação societária ou operacional nos contratos celebrados com órgãos públicos. Ao longo do relato, ela contestou os rumos do inquérito e alegou que o Palácio do Planalto vem tratando investigados com critérios desiguais.

Proximidade pessoal e contratos sob questionamento

Durante a reportagem, a entrevistada afirmou que o executivo responsável pela operação brasileira da empreiteira, Amauri Pinha, construiu uma ligação estreita de amizade com o filho do chefe do Executivo, sendo inclusive seu vizinho de residência no Brasil. De acordo com Roberta, esse vínculo coincide com a ampliação expressiva da carteira de contratos de obras estatais conquistados pelo grupo estrangeiro nos últimos anos.

Luchsinger sustentou que o histórico de reuniões institucionais e o acesso de empresários a repartições da administração pública deveriam ser objeto de rigorosa transparência por força da Lei de Acesso à Informação. Na visão da declarante, as autoridades de controle precisam auditar com precisão os registros de entrada no Palácio do Planalto, na Petrobras e no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para verificar a legalidade de contratos que somam cifras bilionárias durante a gestão federal.

Reivindicação de isonomia nas apurações da Polícia Federal

A empresária fez duras críticas à condução das diligências criminais, sustentando que tem sido colocada isoladamente no centro das medidas cautelares, enquanto outros citados nas denúncias não sofreram o mesmo escrutínio. Roberta narrou os impactos emocionais causados pela batida policial em seu domicílio, que ocorreu na presença de sua filha adolescente e culminou na apreensão de pertences e no bloqueio de bens.

Em razão dessas medidas, a declarante cobrou do Poder Judiciário e da Polícia Federal o mesmo nível de rigor investigativo para todas as partes envolvidas. Ela defendeu que os investigadores tomem formalmente o depoimento de Lulinha e verifiquem se há indícios materiais de favorecimento indevido na contratação de fornecedores pelo poder público, em vez de direcionar o foco punitivo exclusivamente contra a sua pessoa.

Ruptura com o Planalto e mágoas no campo político

No campo político, Luchsinger expressou forte decepção com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, resgatando seu histórico de defesa jurídica e apoio público prestado a correligionários petistas durante momentos de crise institucional. A empresária destacou ter assumido representações judiciais que geraram grande desgaste, incluindo processos envolvendo controvérsias de domicílio eleitoral de adversários políticos.

Por fim, ela repudiou os adjetivos e desqualificações públicas que afirma ter recebido de líderes governistas após a deflagração da operação policial. Roberta sustentou que, caso o círculo de relações ao qual pertenceu seja considerado ilícito pelas autoridades competentes, a regra deve ser universal e todos os agentes que frequentaram os mesmos espaços de articulação precisam responder aos mesmos questionamentos da Justiça.

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