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Senador ameaça reagir contra Alcolumbre se pedido contra Moraes não avançar

Senador ameaça reagir contra Alcolumbre se pedido contra Moraes não avançar

O clima no Senado Federal ganhou novos contornos nesta quarta-feira (2) após o senador Carlos Viana (PSD-MG) elevar o tom das cobranças contra o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). O parlamentar afirmou que poderá iniciar uma campanha pelo afastamento de Alcolumbre caso não haja uma resposta aos pedidos relacionados ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A declaração ocorre em meio à pressão de senadores da oposição para que o Senado analise um novo pedido de impeachment apresentado contra Moraes. Viana protocolou na terça-feira (1º) o que classificou como seu 54º pedido contra o ministro, após a divulgação de informações envolvendo mensagens atribuídas a Moraes e ao empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

Segundo o senador, a Presidência do Senado não poderia simplesmente deixar os requerimentos sem uma resposta. Para ele, cabe a Alcolumbre dar encaminhamento às demandas apresentadas pelos parlamentares e permitir que os fatos sejam analisados pelas instituições competentes.

Durante seu pronunciamento, Viana também sinalizou que poderá adotar uma postura mais dura no funcionamento da Casa caso não haja avanço. Entre as possibilidades mencionadas está a obstrução dos trabalhos legislativos, aumentando a pressão sobre a presidência do Senado.

A cobrança ocorre justamente quando o tema ganhou força entre parlamentares. Outros senadores também defenderam que Moraes seja afastado ou que os fatos sejam investigados. O próprio Senado registrou manifestações de parlamentares pedindo providências após a divulgação de informações relacionadas ao caso.

Viana afirmou ainda que não considera aceitável adiar a discussão para depois das eleições. Na avaliação do senador, eventuais providências devem ser tomadas imediatamente, independentemente do calendário eleitoral.

A tensão coloca Alcolumbre diante de uma situação delicada. De um lado, parlamentares pressionam por uma manifestação sobre os pedidos de impeachment; de outro, aliados do presidente do Senado indicam que ele não pretende dar andamento imediato aos processos e pode aguardar uma definição do próprio Supremo sobre o caso.

Com a oposição prometendo ampliar a pressão, o episódio acrescenta mais um capítulo à disputa envolvendo o Senado, o STF e os pedidos de responsabilização de ministros da Corte.

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