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Ritual conhecido como “banho de óleo” termina com morte de jovem e leva à prisão de instrutor

Ritual conhecido como “banho de óleo” termina com morte de jovem e leva à prisão de instrutor

Algumas tradições são mantidas por muitos anos como forma de celebrar conquistas, mas determinadas práticas podem trazer consequências inesperadas quando colocam em risco a segurança dos participantes. Em alguns casos, o que deveria marcar um momento de comemoração acaba dando lugar a uma investigação policial.

Um engenheiro de 27 anos morreu após participar de um tradicional “banho de óleo”, ritual realizado por uma escola de aviação em Ponta Grossa, no Paraná. O caso aconteceu depois da conclusão de uma etapa da formação aeronáutica e passou a ser investigado pela Polícia Civil.

De acordo com as informações apuradas pelas autoridades, o instrutor responsável pela cerimônia apresentou-se espontaneamente à delegacia e confirmou que lançou a substância sobre o aluno durante a comemoração. Segundo seu depoimento, a prática faz parte de uma tradição da instituição e consiste em despejar o óleo do pescoço para baixo dos participantes que atingem determinados marcos na formação.

Logo após o ritual, o jovem passou mal e precisou ser socorrido por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ele foi encaminhado a um hospital, mas não resistiu. As circunstâncias exatas que levaram à morte ainda estão sendo analisadas pelos investigadores.

O instrutor foi preso em flagrante por suspeita de homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Posteriormente, ele foi liberado após o pagamento de fiança fixada em R$ 3 mil e responderá ao processo em liberdade enquanto o inquérito prossegue.

A Polícia Civil informou que, até o momento, não há elementos que indiquem que o suspeito tenha agido com a intenção de provocar a morte do engenheiro. Agora, a investigação busca esclarecer se houve relação direta entre a substância utilizada no ritual e o óbito da vítima. Para isso, foram solicitados exames necroscópicos, toxicológicos e perícias químicas. Também serão analisadas imagens, documentos e depoimentos de testemunhas, familiares e demais participantes da cerimônia.

Conhecido em diversas escolas de aviação, o chamado “banho de óleo” costuma ser realizado para celebrar conquistas como o primeiro voo solo ou a conclusão de fases importantes da formação. Após o ocorrido, a tradição voltou ao centro das discussões sobre os limites entre celebração e segurança dentro do ambiente de ensino aeronáutico.

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