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Celular escondido em livros é encontrado na cela de Jairinho e caso gera nova investigação

Celular escondido em livros é encontrado na cela de Jairinho e caso gera nova investigação

Um aparelho celular foi localizado nesta quarta-feira (1º) na cela ocupada pelo ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, localizado no Complexo de Gericinó, na zona oeste do Rio de Janeiro. A descoberta ocorreu durante uma operação de fiscalização realizada por agentes penitenciários. Jairinho foi condenado em junho deste ano pela morte do menino Henry Borel.

De acordo com a Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen), o telefone estava escondido entre livros existentes na cela. O objeto foi encontrado durante uma vistoria de rotina promovida pelas equipes da unidade prisional.

Após a apreensão do aparelho, a Corregedoria-Geral da Seppen informou que abrirá um procedimento disciplinar para apurar as circunstâncias do caso. A investigação buscará verificar tanto a responsabilidade do detento quanto a eventual participação de servidores da unidade na entrada ou permanência do equipamento dentro do presídio.

Como medida imediata, Jairinho será colocado em isolamento enquanto os fatos são apurados pelas autoridades responsáveis.

Em nota oficial, a Secretaria de Estado de Polícia Penal afirmou que realiza fiscalizações frequentes nas unidades do sistema prisional com o objetivo de impedir a entrada e a circulação de materiais proibidos, além de preservar a segurança dos estabelecimentos penais.

A ocorrência será encaminhada à 34ª Delegacia de Polícia, em Bangu, que ficará responsável pela continuidade das investigações relacionadas ao caso.

Condenação pela morte de Henry Borel

Jairinho foi considerado culpado, em junho deste ano, pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, prática de tortura e coação no curso do processo, em julgamento relacionado à morte do menino Henry Borel.

No mesmo julgamento, Monique Medeiros, mãe da criança, teve a acusação de homicídio doloso reclassificada para homicídio culposo, entendimento aplicado quando não há intenção de matar. Ela também foi condenada por omissão diante das torturas sofridas pelo filho.

O veredito foi anunciado na madrugada de 4 de junho, após dez dias de julgamento, encerrando uma das fases mais importantes do processo judicial envolvendo o caso.

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