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Onicofagia: o ato de roer unhas pode ser um sinal de alerta de que sua saúde não vai bem

Onicofagia: o ato de roer unhas pode ser um sinal de alerta de que sua saúde não vai bem

Roer unhas é um hábito tão comum que muita gente faz sem perceber. Em momentos de ansiedade, distração ou tédio, os dedos vão automaticamente à boca. O problema é que a onicofagia, nome científico do ato de roer unhas, vai muito além de uma simples mania nervosa.

Em muitos casos, ela funciona como um sinal de alerta de que algo não está equilibrado na saúde emocional — e até física. Especialistas apontam que a onicofagia está frequentemente associada a ansiedade, estresse, nervosismo e dificuldade de lidar com emoções.

O ato repetitivo funciona como uma válvula de escape momentânea, trazendo uma falsa sensação de alívio. No entanto, esse conforto dura pouco e acaba reforçando o ciclo do comportamento compulsivo.

Além do impacto psicológico, roer unhas pode trazer consequências reais para o corpo. As mãos entram em contato com inúmeras superfícies ao longo do dia, acumulando bactérias, fungos e vírus.

Ao levar os dedos constantemente à boca, a pessoa aumenta o risco de infecções, problemas gastrointestinais e até inflamações na região da boca e da garganta. As unhas e cutículas também sofrem, podendo apresentar feridas, sangramentos e infecções dolorosas.

Outro ponto pouco comentado é a relação da onicofagia com transtornos comportamentais, especialmente quando o hábito é intenso e difícil de controlar. Em alguns casos, pode estar ligada ao transtorno de ansiedade generalizada, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) ou episódios prolongados de tensão emocional.

Quando roer unhas passa a causar sofrimento, vergonha ou prejuízo social, é um sinal claro de que merece atenção. A boa notícia é que o hábito pode ser controlado. Identificar os gatilhos — como situações estressantes ou emoções específicas — é o primeiro passo.

Técnicas de relaxamento, atividades físicas, organização da rotina e, em alguns casos, acompanhamento psicológico ajudam a reduzir a compulsão. Manter as unhas curtas, esmaltadas ou usar produtos de gosto amargo também pode funcionar como barreira inicial.

Ignorar a onicofagia é ignorar um pedido silencioso do corpo. Quando o hábito é frequente, persistente e difícil de conter, ele deixa de ser apenas um costume e passa a ser um recado claro de que sua saúde emocional pode estar pedindo ajuda. Ouvir esse sinal pode evitar problemas maiores no futuro.

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